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É bússola, não âncora
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Já me disseram que nostalgia faz mal.

Eu sempre devolvo em silêncio: mas, vem cá.... faz mal pra quem?

Com o tempo, a gente fica mais velho e, sim, mais nostálgico. Mas não é sobre querer voltar. É sobre olhar para trás e enxergar o que foi construído com calma, contexto e carinho.

Na vida, isso vira memória afetiva. Nos negócios, vira algo que pouca marca sabe usar bem: identidade.

Memória é matéria-prima de coerência. É o que conecta: - o que a marca/o profissional/o case diz hoje; - com o que ela já viveu/fez/passou - e com o que ainda pode fazer/agir.

Nostalgia saudável não é saudosismo paralisante. Não é “no meu tempo era melhor” para bloquear o novo. É lembrar para aprender, agradecer e pertencer.

Na comunicação (e na vida), se ignorarmos a própria memória, tudo fica genérico. Se há apego demais a ponto de viver no passado, tudo trava.

Liderar comunicação e pessoas pra mim, é esse equilíbrio: respeitar a história, sem ficar preso nela. Usar lembranças como bússola, não como âncora.

Se nostalgia é um risco, talvez o maior perigo não seja sentir demais. Seja não sentir nada.

Igor Schulenburg
Enviado por Igor Schulenburg em 15/05/2026
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